Monday, April 10, 2006

Nota da bloguista de serviço (II)

Como sempre já ando a falhar a minha promessa de escrever um artigo por semana...
Mas para ser sincera... a inspiração não tem sido muita e a preguiça também não ajuda...
Para compensar prometo que para a semana compenso com dois ou mais artigos os meus mais fiéis leitores (eles sabem quem são)...
"Vejo-vos" em breve...
Até lá... fiquem bem...

Tuesday, March 07, 2006

"Soltar" ou não a língua: eis uma nova teoria...

Continuando o tema "sem papas" na língua, resolvi desenvolver uma nova teoria: a teoria do "soltar" a língua...
Bom...antes que comecem a passar ordinarices por essas cabecinhas sórdidas, quando me refiro a "soltar" a língua, estou a falar de comentários que surgem quando menos esperamos...
E que, apesar de não serem objecto de muito...pensamento... às vezes, são tão bons e acabam por ser tão... como é que hei-de dizer... inteligentes?!
Muitas vezes (se não...sempre), as pessoas são levadas a dizer tudo o que lhes vem à cabeça, mesmo que sejam "estapafúrdias"...e pior dos piors... sem pensar nas consequências...
Qual é a reacção da maioria? E que tal se pensasses antes de abrir a boca...
A minha questão é a seguinte:
Será que se deve seguir os conselhos dos "nossos amigos" e fechar a matraca?
Ou deitamos tudo ao ar, tapamos os nossos ouvidinhos aos conselhos e dizemos tudo o que realmente pensamos?
O velho adágio diz que se os conselhos fossem tão bons como dizem, então não seriam de graça...
Apesar de até concordar, tenho que "dar o braço a torcer" e admitir que existem conselhos que são... "preciosos" (se é que permitem a expressão)!
E um que cai exactamente nessa categoria é o seguinte: não se deve levar discussões para casa...
O que acredito que este conselho postula é: se 'tás mal, então não te cales! Já a minha professora, cujo nome não vou referir por questões de confidencialidade, defendia essa ideia...
"Não se calem... Se têm algo a dizer, força aí!"
Por isso, posso dizer que defendo a lei do "sem papas na língua", porque senão, quem se "lixa" és tu...
Se não concordam, digam... façam valer a vossa opinião...
No entanto, não critiquem tudo e todos... nem sejam sempre do contra... tal como tudo não deve haver exageros...
E vou dar um último conselho que acredito que se aplica à maioria das situações na nossa vidinha:
"Nunca deixes ninguém fazer-te sentir que não mereces aquilo que queres!"

Monday, February 27, 2006

Sem "papas na língua"

Numas das minhas "milhentas" (não sei se esta palavra existe) viagens ao Porto e durante uma conversa trivial entre amigos, acabamos por comentar uma notícia sobre a Madonna. Sim, a cantora/ actriz/ dançarina / empresária/... , Madonna.
A notícia falava sobre ter lhe sido diagnosticado cancro. Depois de muitos "oh, coitada!", "que chunga!" e muitos blá, blá, blás, acabou por me sair um daqueles comentários que (se tivesse pensado duas vezes), não o teria ou deveria ter feito.
_"Se ela tem cancro, a culpa é dela!"_
Antes de me começarem a crucificar, eu vou justificar o meu comentário.
Na altura acreditei não estar a dizer nenhuma barbaridade, porque recentemente tinha saído uma reportagem sobre a "boa forma" de Madonna. Sejamos sinceros, para alguém com 40 anos, ela é um "mulherão". Mas sem fugir muito à minha linha de pensamento, a tal reportagem mostrava que apesar de o tipo de vida ter os benefícios imediatos, em poucos anos esses "benefícios" ou estilo de vida lhe ia sair caro. Ou seja, as consequências a nível de saúde seriam bastante graves. Tudo isto para justificar o meu comentário (aparentemente) pernicioso.
Mais tarde, à noite (para ser mais exacta) estava a assistir a minha série favorita "Dr House" e num dos episódios, o Dr Gregory House, muito "famoso" pelos seus comentários frios e directos começou a falar sobre o cancro. Quando se referiu ao cancro do pulmão, prendeu a minha atenção. Ele comentou o facto de haver fitas com diferentes tipos de cor para os vários tipos de cancro e "lançou" uma pergunta pertinente:_"Porque é que o cancro do pulmão era o único que não tinha uma cor?"_
O outro médico brincou com a situação, dizendo que já não haviam cores. Mas o Dr House afirmou que provalvelmente seria devido ao facto do cancro do pulmão ser o cancro da culpa! Enquanto que a maior parte das pessoas acredita que com os outros cancros as pessoas são vítimas, no que diz respeito ao cancro do pulmão as pessoas eram indiferentes e chegavam mesmo a atirar as culpas à cara da pessoa afectada com essa patologia.
Tudo isto para dizer que se calhar e apesar de ter razão deveria ter pensado melhor no comentário que fiz! Mas que, apesar de tudo, não acho que fui má, nem que agi de forma errada! Fui simplesmente sincera! Infelizmente, acabei por agir como a maior parte das pessoas age no que concerne ao cancro do pulmão e prometo que para próxima hei-de pensar antes de falar!
Bom... pelo menos, prometo que vou tentar :)

O síndrome do Queijo-Suíço (parte II)

Depois de muito matutar e de discutir com as minhas amigas sobre as causas deste síndrome, apercebi-me que não podia ter uma perspectiva tão linear. Talvez o meu primeiro ponto de vista tenha sido um pouco (se não, demais) cínico!
A realidade é que esta patologia afecta muita gente, cuja experiência de vida justifica "perfeitamente" as suas consequências. Talvez o passado (muitas vezes) negativo seja a explicação para o facto desta doença afectar tanta gente.
Quando somos muito novos, altura em que a nossa personalidade se define verdadeiramente, experiência(s) negativa(s) afectam-nos de tal maneira que se intrínsecam na nossa forma de ser. O que nos leva, como consequência, à rejeição dos tão "desejosos" elogios! É como a teoria do "patinho feio": passamos tanto tempo na pele de um "patinho feio" que, quando nos tranformamos em "cisnes", continuamos a acreditar que somos feios! Acreditamos de tal maneira nisso que por mais que nos digam que somos bonitos, simplesmente, não cremos em tal! Para nós, "patinhos feios", os elogios passam a ser uma futilidade e, como tal, estes passam-nos ao lado!
Por isso, vou reformular a minha "receita médica": elogie este aqui e aquele ali...sim, mas (e, aí está a mudança) faça-o de uma forma sincera, porque tem vontade e lhe apetece! Não o faça só porque é bonito e lhe fica bem! Logicamente, em doses moderadas, sem exageros!

Wednesday, February 08, 2006

Nota da bloguista de serviço

Como tinha dito e muito bem (acho eu), este blogue seria uma espécie de semanário com aventuras e desventuras de tudo o que se passa na minha vida e na de todos os que me rodeiam! Mas a verdade é que tenho negligenciado a minha função! Muito devido a exames, falta de tempo e, também admito, um pouco por preguiça!
Então para compensar os meus leitores (se é que existe algum), decidi colocar logo três artigos para compensar!
Espero que gostem…se não, paciência!
Já agora deixo a promessa de (tentar) cumprir o objectivo inicial: colocar um artigo por semana!
Tudo de bom para quem lê… e também para quem não lê :) !!!

Com um vestido preto nunca me comprometo…

Sempre ouvi dizer que nunca devemos limitar as nossas escolhas! Temos tanto por onde escolher e o único limite é o mundo! Acho que isto é o slogan da TVCabo…lol
A partir desta ideia, várias hipóteses começaram a entoar nesta minha cabecinha de filósofa bloguista: se essa ideia é mesmo verdade, se não existem limites a não ser o mundo… será correcto assumir algum tipo de compromisso com alguém?
Isto é, temos tanto por onde escolher que em vez de nos contentarmos com alguém que apenas satisfaz algumas das nossas necessidades, deveríamos escolher várias para nos sentirmos verdadeiramente completas?
Como uma altura li em algum lado (não me lembro onde), os esquimós têm centenas de palavras para definir neve e nós já inventámos também uma centena delas para definir o que é um compromisso. O que levanta outra questão relevante: afinal, hoje em dia, o que é que define um compromisso?
Haverá alguma ou várias razões perfeitamente lógicas para vermos tanta gente a assumir um compromisso. Provavelmente, é porque realmente existem pessoas que se completam mutuamente. E, sendo assim, o que impedirá os restantes de assumirem uma relação? A nossa sociedade é conhecida por não ter limites e, se calhar, é por causa dessa quantidade ilimitada de escolhas que nos impede de ver o que realmente está à frente do nosso nariz. Talvez seja o livre-arbítrio que faz com que não consigamos tomar uma decisão… ou pior dos piores…impede-nos de tomar a decisão acertada!
Acabamos por fazer asneira e escolhemos estar com uma pessoa até alguém melhor aparecer, mas e se esse alguém não aparecer?
Sou apologista do “pensar bem antes de agir” para que mais tarde não digamos: _”ai, se arrependimento matasse…”! Somos muitas vezes levados pelo coração e, na maior parte das vezes, batemos com o nariz na porta. No entanto e apesar de tudo, continuamos a ser levados pelo coração… Aprendemos! Ficamos mais fortes! O nosso coração passa a ser um dos músculos mais, se não, o mais forte de todos…
Acredito que, no meio dessas escolhas erradas e ilimitadas, haverá pelo menos uma que será a mais acertada e será com essa que assumiremos um verdadeiro compromisso!
Mas, tal como uma actriz portuguesa disse há muito tempo e bem, por agora fico-me pelo meu vestido preto…

O síndrome do Queijo-Suíço

Aquele que não gosta de receber um elogio que atire a primeira pedra… Há alguém?... Sim?... Ninguém?... De certeza?
Bom, por mais estranho que pareça, até existem pessoas que não gostam de receber elogios! Sim, é verdade! Até parece doença!
Na verdade, até é e a “nossa” medicina já fez questão de criar um nome para tal patologia! Denominou-a de Síndrome do Queijo-Suíço.
Mas afinal de que raios é que se trata esse síndrome?
A realidade é que as pessoas “afectadas” por esta doença não conseguem receber elogios (mesmo que sejam verdadeiros)! Aliás, repudiam tal acto de elogiar! Não acreditam em quem pratica tal acção e chegam ao ponto de odiar quem a pratica! Crêem mais facilmente quando se fala mal delas do ao contrário… até respeitam mais! O mais estranho é que este síndrome afecta pessoas que realmente não têm razões para tal! Querem o exemplo de alguém famoso? A actriz Winona Ryder é uma delas! Sim, é verdade e quem diria?!
Ok, eu também sou apologista de que é mais fácil acreditar nas coisas más do que nas boas! Tanto que basta algo de mau para anular tudo de bom que aquela pessoa tenha feito!
Mesmo assim e para mim, este síndrome não passa de uma grande treta, de uma espécie de humildade falsa. Afinal quem não gosta de ouvir um elogio? Nunca fez mal a ninguém! Muito pelo contrário, até faz bem à alma e, principalmente, ao ego! Recomendo a tudo e todos! Elogie este aqui e aquele ali, mas em doses moderadas! Sim, porque o que é demais é erro e… até enjoa!

Se o arrependimento matasse…

É do senso comum que quando uma parte da nossa vida corre bem, outra se desmorona perante os nossos pés!
Muitas vezes e quando digo isto, sublinho mesmo muitas vezes não sabemos o que fazer! Apenas pensamos: o que raios é que eu fiz para merecer isto? Será castigo? Será que o homem lá de cima acredita que pelo facto de estar a passar por uma fase boa na minha vida, deve logo tirar-me o tapete debaixo dos meus pés?
É do tipo: _ “Quem é feliz e está contente com tudo na sua vida que dê um passo em frente!”
Quando alguém (finalmente) o faz, Ele lembra-se e diz: _”Hei, não avances tão depressa!...”
Penso que para este dilema devemos tomar uma perspectiva optimista, algo do género: eu tropeço e estatelo-me no chão, mas logo a seguir haverá alguém que me irá ajudar a levantar! Um pouco como a filosofia budista no que concerne ao karma: sofro hoje um pouco para ser feliz amanhã
Ok, ok… sei que isto não agrada a todos. Ninguém gosta do “all pain, no gain” (sofrer sem ganhar/ vencer), mas a realidade é essa! São raras as excepções e são essas que temos que ter em conta, porque são essas que realmente vivem a vida ao máximo! Arriscam sem receios, sem pensar se irão sofrer com isso e se sofrerem, aprendem e partem para outra! Transformam o “all pain, no gain” num “no pain, all gain”…
É por isso que nos devemos lembrar que a vida é como uma montanha-russa: tem momentos altos e baixos! E o que devemos fazer é deixar os arrependimentos de lado, apertar o cinto e desfrutar a viagem!

Wednesday, November 30, 2005

Psicólogos precisam-se

Há alturas para tudo, já dizia a minha mãe, por isso, apanhei o autocarro, e às vezes os assuntos mais interessantes surgem nos sítios menos interessantes. E como as paredes tem ouvidos e eu também, não pude deixar de escutar a conversa entre o motorista e dois estudantes universitários.
Segundo estes filósofos do quotidiano, e trocando por miúdos, quem é feliz deveria ser o psicólogo de quem não é realmente feliz!
No meu canto sossegada, e com a gripe da filosofia surgiu-me uma teoria: será que só quem é infeliz e/ou tem problemas é que deve consultar um psicólogo?
Segundo as estatísticas, o povo português é considerado um dos mais infelizes da Europa, certo? Então, todos aqueles que forem contra essa estatística não serão aqueles a que nós chamamos “anormais” (fora do normal)? E assim sendo, não deveriam ser esses os que deviam consultar um psicólogo e verificarem o porquê dessa “anormalidade”?
Onde quero chegar com esta minha teoria? Muito simples... não quero dizer que quem é feliz, não o deveria ser; mas se o é, então não será isso motivo de curiosidade por parte dos psicólogos e das pessoas em geral? Qual será a fórmula mágica dessas pessoas? Ou será apenas um disfarce tão bom que ninguém repara que aquele ou aquela é infeliz?
A felicidade é muito relativa para cada um de nós... depende da cultura em que estamos inseridos, dos valores preconizados e das experiências vividas.
Não sei qual será a fórmula mágica dessas pessoas e acredito que vai depender de cada um de nós descobrir a nossa poção mágica.
Como ouvi um dia dizer... “Quero é ser feliz, nem que seja por uns segundos”! Mas completando um pouco esta citação ... mais vale ser feliz por 5 min do que nunca o ser...
Seja como for, a vida tem altos e baixos... o importante é encará-la com humor!
Já Mottino dizia: “Deus criou o Homem e a Mulher, como achou que assim o mundo não valia a pena criou o HUMOR!”


(artigo escrito juntamente com: Pedro Carvalho)

Thursday, November 10, 2005

A verdade sobre o Romeu

Meditando sobre relações, algo inquietou-me… sempre se ouviu falar das histórias de amor eterno, do Mito do “e viveram felizes para sempre”, mas a verdade é que nós não sabemos o que se passou a seguir! É muito bonito, admito! No entanto, não ficam curiosos com a ideia do que terá acontecido com o casal maravilha? Foram realmente “felizes para sempre”? Ou só durante algum tempo e depois cada um foi para o seu lado? Será que o Mito é real?
Tomemos como exemplo a história da “Cinderela”: o que se terá passado a seguir ao casamento? Não teria ela dado cabo da cabeça do príncipe com a sua irritante mania das limpezas? Ou no caso da Branca de Neve com seu fetiche por maçãs e anões? Ou mesmo no caso da “Bela Adormecida” que passava o dia e a noite a querer dormir uma sesta?
Nós não sabemos o que se passou a seguir e, muito provavelmente, nunca o saberemos. Seja como for, todas as relações têm os seus altos e baixos e isso é o melhor. Não será o facto de não sabermos o que vai acontecer naquela relação aquilo que nos vai dar a “pica” para continuarmos aturar essa pessoa? Apesar de, muitas vezes, chegarmos ao ponto de não querermos mais estar com aquela pessoa, porque nos leva a um estado de loucura, temos que nos lembrar de algo muito simples: apesar de “ela estar cheia de defeitos, ela também atura uma cambada de defeitos todos os dias e se ela consegue, será que nós também não conseguimos?”
Seja como for, todos nós procuramos alguém que nos faça sentir melhor do que quando estamos sós e, por isso, temos que estar dispostos a aturar alguém que pode ser totalmente errado para nós, mas que nos faz sentir MUITO bem!

Wednesday, November 09, 2005

Cá se fazem, cá se pagam!

Será que se tivermos uma infância infeliz, vamos ter uma adolescência feliz?
Será que se dermos uma estalada a alguém hoje, amanhã teremos que pagar com um chuto no traseiro?
Será que maltratar alguém numa relação, significa sermos maltratados na relação seguinte?
Será que é mesmo: cá se fazem, cá se pagam?
Será que existe tal coisa como karma?
Bom, segundo a filosofia budista, o mau da fita acaba sempre por pagar por todos os seus erros.
“Hoje, podes ser mau, mas na vida seguinte, irás nascer como uma barata e serás desprezado por tudo e todos.”
Se isso for verdade…se realmente quem tem a razão são os budistas, então estamos todos tramados! Sim, porque que todos os seres humanos nascem um pouquinho egoístas, mecanismo de defesa... pura sobrevivência!
Já Darwin afirma (va) que quem sobrevive é o mais forte e os mais fracos ficam para trás!
Se os seres humanos são mesmo seres tão desprezíveis, egoístas, que só gostam de olhar para o próprio umbigo, então, segundo a lei de Darwin, para sobrevivermos, teremos que ser os mais fortes e, consequentemente, iremos passar por cima dos outros! Mas poderemos fazê-lo sem medir as consequências?
Bom, se juntarmos a lei de Darwin à filosofia Budista, e misturarmos bem num caldeirão preto e de origem duvidosa, teremos que ter cuidado. Isto, porque se não queremos acordar na vida seguinte na pele de um bicho nojento, então a lei de Darwin não poderá ser levada tão à letra!
Seja como for, “o Universo pode não fazer jogo limpo, mas tem um belo sentido de humor”!